O Google lançou essa semana um serviço de hosting de aplicações semelhante aos serviços da Amazon que mencionei em posts anteriores. É mais uma empresa oferecedo HaaS, ou Hardware As A Service.
 
O App Engine utiliza a infra-estrutura do Google para rodar as aplicações construidas pelos usuários sem a  preocupação com os servidores onde ela vai rodar.
 
As aplicações podem rodar utilizando o domínio appspot.com ou, utilizando-se o Google Apps, no seu próprio domínio.
 
O serviço gratuito permite utilizar 500MB de espaço em disco e CPU e banda para 5 milhões de page views mês.
 
Logo haverá os serviços pagos com maior capacidade. Inicialmente só suporta aplicações escritas em Python utilizando a maioria das bibliotecas padrão dessa linguagem, incluindo o Django sem alguns componentes. No futuro haverá suporte para mais linguagens. As aplicações rodam em um Sandbox (ambiente isolado) com algumas limitações para permitir a escalabilidade oferecida.
 
O Banco de dados não é relacional, armazenando entidades apenas. Essas entidades possuem atributos de vários tipos de dados. Se a aplicação precisar de transações, as entidades podem ser agrupadas.
 
Para login na aplicação, pode-se utilizar as contas dos usuários do próprio Google (Google Accounts).
 
Também há uma API especial para acesso a web services externos à aplicação (URL Fetch) e também para envio de emails.
 
O Google App Engine é ainda um serviço muito novo com muitas limitações ainda. Mas promete ser um concorrente a altura, apesar de apresentar um modelo menos flexível, dos serviços oferecidos pela Amazon como o S3 e o EC2.
 
Mas existe algumas preocpações das empresas usuárias do serviço, principalmente startups, quanto a colocarem suas aplicações em um possível concorrente como o Google. Por outro lado, se o Google interessar-se por comprar seu site, será muito fácil para eles absorverem a nova aquisição, não?