Como éramos ingênuos

Hoje fiz uma coisa que não fazia desde a adolescência.

Hoje relembrei um pouco da minha adolescência. Lavei o carro na casa de meu pai. Só faltou a volta com o carro no quarteirão, para “secar”. Desde que comecei a trabalhar e ter meu próprio dinheiro, nunca mais quis ter esse trabalho árduo.

Antes dos 18 anos, todo sábado eu me oferecia para lavar o carro dele sonhando com o dia que eu teria o meu próprio. Depois de tantos anos e tantos quilômetros rodados, o carro, hoje, é só uma comodidade e em algumas vezes um estorvo devido aos gastos de manutenção e o nervoso que passamos no trânsito caótico de São Paulo.

Mas no final da decada de 70 e início da 80, ter um carro era o sonho de todos os adolescentes. Admirávamos com inveja os colegas que, na ilegalidade, já andavam de carro ou moto mesmo antes dos 18. Os que não tinham pais irresponsáveis como eles, só conseguiam dar uma voltinha “para secar” depois de muito trabalho.

Como éramos ingênuos.

 

1 pensamento em “Como éramos ingênuos”

  1. Amorzão é assim mesmo, como éramos felizes na simplicidade. Hoje esta tudo mudado, mas vamos tentar não perder nossas raízes e proporcionar as nossas filhas a oportunidade de tb vivenciar algumas dessas ações.

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