O fato mais surpreendente

Quando perguntaram a Neil deGrasse Tyson qual é o fato mais surpreendente que ele poderia compartilhar sobre o Universo, ele respondeu como estamos todos conectados com o universo.

Quando perguntaram a Neil deGrasse Tyson qual é o fato mais surpreendente que ele poderia compartilhar sobre o Universo, ele respondeu:

O fato mais surpreendente é saber que os átomos que abrangem a vida na Terra os átomos que formam o corpo humano podem ser rastreados à cadinhos que cozinharam elementos leves em elementos pesados em seus núcleos sob temperaturas e pressões extremas.

Essas estrelas, as maiores entre elas, ficaram instáveis durante seus últimos anos, elas entraram em colapso e então explodiram espalhando suas entranhas enriquecidas pela galáxia, entranhas compostas de carbono, nitrogênio, oxigênio, e todos os ingredientes fundamentais da vida.

Esses ingredientes se tornam parte da nuvem de gás que condensa, entra em colapso, forma a próxima geração de sistemas solares, estrelas com planetas em órbita, e esses planetas agora possuem os ingredientes para a própria vida.

Então quando eu olho para o céu à noite eu sei que somos parte deste universo, nós estamos nesse universo, mas, talvez mais importante que esse fato, é que o universo está em nós.

Quando reflito sobre isso, eu olho para cima, muitas pessoas se sentem pequenas por causa da imensidão do universo, mas me sinto grande porque os meus átomos vieram dessas estrelas.

Há uma conectividade.

Isso é realmente o que você quer na vida, você quer se sentir integrado, você quer sentir que faz parte, você quer se sentir como um participante nas atividades e acontecimentos ao redor de você.

Isso é exatamente o que somos, apenas por estarmos aqui e vivos…

 

Não é mesmo surpreendente?

 

 

Mandela e a África do Sul

Tive a sorte de conhecer a África do Sul exatamente uma semana antes da morte do Mandela. Depois dessa viagem, passei a compreender os motivos da admiração e respeito que o mundo tem por ele. Nesse post, descrevo um pouco do que vi lá.

Tive a sorte de conhecer a África do Sul exatamente uma semana antes da morte do Mandela. Ele já estava em casa em estado gravissímo mas as pessoas ainda falavam sobre ele com esperança. Os vinte anos de democracia provocada pela sua atuação e liderança criou uma nova geração de cidadãos que só conhecem o sofrimento causado pelo Aparthaid pelas histórias que ouvem de seus pais. Imagino a comoção da população pela morte de seu lider máximo.

Mas o futuro preocupa agora que ele não está mais presente. Seu partido político está cheio de conflitos internos e casos de corrupção, a sociedade ainda apresenta um enorme diferença de classes que tem provocado manifestações e greves, muitas vezes violentas.

Espero que eles possam manter o legado de paz e progresso pelo qual Mandela tanto lutou.

Abaixo descrevo um pouco do que vi na viagem.

A Africa do Sul e especialmente Cape Town, excederam em muito minhas expectativas. Fui achando que fosse um país semelhante ao Brasil com todos os problemas do subdesenvolvimento mas encontrei um país vibrante, organizado e lindo.

Começando pela porta de entrada, o aeroporto, já se nota a diferença. Não deve nada a nenhum aeroporto americano ou europeu. Grande e organizado, faz nos ter ainda mais vergonha dos nossos, principalmente do caos de Guarulhos. Claro que não posso falar de todos os aeroportos da Africa do Sul, mas os dois que conheci são do mesmo alto nível, o de Johannesburgo e da Cidade do Cabo são semelhantes em tamanho, organização, qualidade das lojas, e estacionamentos.

Deixam um pouco a desejar no quesito transporte para a cidade. O transporte público não é dos melhores e o sistema de Taxi é meio estranho. Os motoristas não ficam em seus carros na fila, eles entram no aeroporto e se revesam no box da companhia de taxi aguardando os passageiros que são levados aos carros pelos próprios motoristas.

A mão inglesa de direção também causa estranheza. Várias vezes tentei entrar pela porta errada do passageiro. E nos cruzamentos dá uma certa aflição quando eles entram pelo lado errado da via (pelos nossos padrões).

Até as favelas que existem no caminho entre o aeroporto (20 km) e Cape Town são mais organizadas. A rede elétrica é distribuida de maneira mais segura, os barracos são menores feitos de papelão, lata e madeira e somente um andar. Nas bordas o governo colocou dezenas de banheiros químicos e nota-se que casas e apartamentos de baixo custo estão sendo construídos para substituir as townships, como essas favelas são chamadas.

O povo é simpático e acolhedor e fui muito bem tratado por todos. O Inglês é a língua usada em quase tudo, nas placas e avisos, televisão, lojas e restaurantes. Eles são bilingues, e mudam entre inglês e Afrikaner (ou outra das 11 línguas oficiais) frequentemente durante a conversa entre eles.

O clima é semelhante ao nosso, inclusive com a variação climática num mesmo dia. Pode chover e fazer frio pela manhã e sol e calor a tarde. O vento forte é bem frequente também podendo causar transtornos como o fechamento de atrações turísticas ao ar livre.

A principal atração de Cape Town, a Table Mountain, é fantástica. Atrai milhares de turista todos os dias com longas filas para pegar cable car que te leva do meio da montanha até o topo. Lá em cima há restaurante, trilhas e pontos de observação em todos os lados da montanha que permite ver paisagens magnificas do lado do Atlântico e do Índico.

A 40 km de Cape Town há uma região vinícula antiga que agora produz vinhos para exportação principalmente para a China. Quase todas possuem restaurantes, lojas de degustação e é um excelente lugar para passear com a família nos fins de semana.
As praias são lindas e comparáveis com as nossas do nordeste, com areias brancas e boa infra-estrutura para turismo são bem concorridas no fim de semana mas com os mesmos problemas de tráfego que temos nas nossas. Em alguma delas, o mar é muito frio entretanto. Os restaurantes especializados em frutos do mar estão em toda parte. Tanto nas praias quanto na cidade.

Mandela é o grande herói do povo. As pessoas sabem exatamente onde estavam e o que estavam fazendo quando ele foi libertado e quando ele deu o primeiro discurso como presidente. Os que estavam presentes nesses eventos contam com orgulho e lágrimas nos olhos. As mudanças provocadas nesses vinte anos de democracia são enaltecidas por todos com quem conversei. A classe média tem crescido muito, principalmente com a ascensão social dos negros (92% da população).

Os problemas ainda existem entretanto. A diferença de renda ainda é absurda e a demora das mudanças sociais deixam muitos insatisfeitos. O partido do Mandela está sendo muito criticado por isso e pelos constantes casos de corrupção. A nova geração que nasceu durante a democracia cada vez mais tenta troca-los pelos novos políticos. Na sexta, quando saí de lá, estava previsto um protesto em Cape Town que provavelmente acabaria em quebra-quebra como aqui.

Mandela foi mantido vivo com a ajuda de aparelhos e 21 médicos até sua morte ontem.

Resumindo, conhecer a Africa do Sul foi muito bom e, pela quantidade de turistas que encontrei, muitos outros acham isso também. Pena que fiquei tão pouco tempo. Dizem que há outros lugares muito mais bonitos que os que vi em outras regiões. Devem valer as 8 horas de ida e as 12 de volta.

É sempre agora

“…O passado é uma memória. É um pensamento surgindo no presente. O futuro é meramente antecipado, é outro pensamento surgindo agora. O que nós realmente temos é esse momento. E esse… e esse…”

Gosto muito desse discurso de Sam Harris sobre como desperdiçamos nossos momentos presentes lamentando o passado ou esperando o futuro que nunca chega.

Reproduzo aqui, o texto do discurso e o vídeo.

É sempre Agora

By Sam Harris

Eu na verdade gostaria de falar hoje sobre a morte.

A maioria de nós faz de tudo pra não pensar sobre a morte.

Mas há sempre uma parte das nossas mentes que sabe que isso não pode durar pra sempre.

Parte de nós sempre sabe que a visita a um médico ou um telefonema irá duramente nos lembrar do fato da nossa própria mortalidade ou daqueles próximos de nós.

Eu estou certo de que muitos de vocês nessa sala experimentaram isso de alguma forma e devem saber o quão sinistro é, ser subitamente arrancado do curso normal da sua sua vida para apenas se entregar em tempo integral à tarefa de não morrer, ou de cuidar de alguém que esteja morrendo.

Mas a única coisa que as pessoas tendem a ser dar conta em momentos como esse é que elas desperdiçaram muito tempo quando a vida era normal.

E não é só sobre o que elas fizeram com o seu tempo.

Não é só sobre gastar tempo demais trabalhando ou checando e-mails compulsivamente.

É que elas se importavam com as coisas erradas.

Elas se arrependem sobre aquilo com o quê se importavam.

Sua atenção estava voltada a preocupações insignificantes, ano após ano, quando a vida era normal.

E isso é um paradoxo é claro, porque todos nós sabemos que essa epifania está chegando.

Digo, você não sabe que está chegando?

Você não sabe que chegará um dia em que você estará doente, ou alguém próximo a você irá morrer, e você vai olhar pra trás para o tipo de coisas que capturavam a sua atenção, e vai pensar: “O que eu estava fazendo?”

Você sabe disso, e mesmo assim, se você for como a maioria das pessoas, você vai passar a maior parte da sua vida tacitamente presumindo que vai viver pra sempre.

Assistindo a um filme ruim pela quarta vez, ou brigando com o seu cônjuge.

Quero dizer, essas coisas só fazem sentido sob a luz da eternidade.

É melhor que haja um céu se formos perder tempo desse jeito.

Existem maneiras de realmente viver no momento presente.

Qual é a alternativa?

É sempre agora.

Por mais que você sinta que deve planejar o futuro, antecipá-lo, mitigar riscos, a realidade da sua vida é agora.

Isso pode parecer banal, mas é a verdade.

Nem tanto em questão de física, de fato, não existe um agora que englobe todo o universo. Você não pode falar de um evento ocorrendo simultaneamente aqui e outro ocorrendo ao mesmo tempo em Andrômeda.

A verdade é que “agora” não é nem mesmo bem definido em termos neurológicos porque nós sabemos que nossos sentidos surgem no cérebro em diferentes momentos e a consciência é construida em camadas de sensações cujo sincronismo são diferentes. Nossa consciência do momento presente é, em certo sentido, uma memória.

Mas em termos de experiência consciente, a realidade da sua vida é sempre agora.

E eu penso que essa é uma verdade libertadora sobre a natureza da mente humana.

De fato, eu creio que não há nada mais importante a se compreender sobre a sua mente do que isso, se você quiser ser feliz nesse mundo.

O passado é uma memória. É um pensamento surgindo no presente.

O futuro é meramente antecipado, é outro pensamento surgindo agora.

O que nós realmente temos é esse momento. E esse… e esse.

E nós passamos a maior parte das nossas vidas nos esquecendo dessa verdade, repudiando-a, fugindo dela, negligenciando-a.

E o horror, é que nós conseguimos.

Nós somos capazes de nunca realmente nos conectar com o momento presente e encontrar satisfação lá porque estamos continuamente esperando pra ser felizes no futuro.

E o futuro nunca chega.

Mesmo quando pensamos que estamos no momento presente, estamos, de maneira muito sutil, olhando por sobre os ombros, antecipando o que virá a seguir.

Estamos sempre resolvendo um problema. E é possível simplesmente largar o seu problema, mesmo que apenas por um momento, e desfrutar o que quer que seja verdade na sua vida no presente. Não é uma questão de informação nova, ou mais informação. Isso requer uma mudança de atitude.

Requer uma mudança na atenção que você presta à sua experiência no momento presente.

26 km de bike na estrada caminhos do mar

26km

Um passeio “leve” na estrada Caminhos do Mar e um pouco de trilha de terra para sujar e parecer um MTBiker “profissional”.

É um lugar bem legal. Há dezenas de ciclistas tanto de speedy quanto de MTB, várias pessoas caminhando e correndo e muitas motos e jipes. Há várias trilhas que eles utilizam apesar de todas serem “proibidas” pela Polícia Florestal. É uma área de reserva, mas é possível ver os jipes no alto do morro depois de subir por trilhas impossíveis.

26km  26km

 

Infelizmente não pode continuar depois da guarita que bloqueia a estrada evitando que se vá até a estrada velha. Conversei com o guarda e ele disse que a pista é bem escorregadia e perigosa. O governo deveria preparar o lugar para o turismo.

A impressionante Gota do Príncipe Rupert

Uma gota de vidro que tem muito força dentro de si. Você deve ver esse vídeo…

O vidro é um material impressionante como prova todas as suas aplicações no mundo moderno. De um simples copo até a tela de seu smartphone.

Mas no vídeo anexo podemos ver uma característica do vidro que, provavelmente, você nunca viu.

Uma Gota do Príncipe Rupert é o vidro saído do forno e jogado dentro da água fria. Forma-se uma gota com uma longa cauda.

A gota fica extremamente dura. Você pode bater com o martelo que não se quebrará. Mas basta você quebrar a cauda que uma coisa muito impressionante acontece. Assista o vídeo.

Fonte: http://io9.com/meet-prince-ruperts-drop-its-about-to-blow-your-mind-458693550

40 km de bike pela cidade

Volta pela cidade de bike, 40 km.

Inverti o sentido indo primeiro para o Ibirapuera pela ciclo faixa do Villa Lobos e depois subindo a Indianópolis, Vergueiro, Paulista, Consolação, Minhocão,  Matarazzo. Do Ibirapuera para a Vergueiro é uma boa subida…

40 km de bike
40 km de bike

Como éramos ingênuos

Hoje fiz uma coisa que não fazia desde a adolescência.

Hoje relembrei um pouco da minha adolescência. Lavei o carro na casa de meu pai. Só faltou a volta com o carro no quarteirão, para “secar”. Desde que comecei a trabalhar e ter meu próprio dinheiro, nunca mais quis ter esse trabalho árduo.

Antes dos 18 anos, todo sábado eu me oferecia para lavar o carro dele sonhando com o dia que eu teria o meu próprio. Depois de tantos anos e tantos quilômetros rodados, o carro, hoje, é só uma comodidade e em algumas vezes um estorvo devido aos gastos de manutenção e o nervoso que passamos no trânsito caótico de São Paulo.

Mas no final da decada de 70 e início da 80, ter um carro era o sonho de todos os adolescentes. Admirávamos com inveja os colegas que, na ilegalidade, já andavam de carro ou moto mesmo antes dos 18. Os que não tinham pais irresponsáveis como eles, só conseguiam dar uma voltinha “para secar” depois de muito trabalho.

Como éramos ingênuos.

 

Estamos mesmo em 2013?

Uma página no Facebook com mais de 4 milhões de seguidores falando sobre ciência (https://www.facebook.com/IFeakingLoveScience) já é, por si só, uma coisa notável. Mostra que milhões de pessoas se interessam por ciência e suas maravilhas. Pessoas de mente aberta a novidades que querem conhecer mais sobre o universo que habitamos.

Entretanto, muitos desses seguidores mantém uma mente fechada ao conceito de que todos são iguais independente do sexo, raça, classe social, ou credos.

Esses, na maioria homens claro, ficaram surpresos e não tiveram a decência de esconder sua misoginia postando comentários infames quando descobriram que quem mantinha a página era uma mulher.

Sendo eu pai de três meninas, fico muito triste em saber que elas não poderão escolher fazer e gostar de qualquer coisa sem ter que enfrentar esse bando de machistas preconceituosos e ignorantes.

Como disse a Elise Andrew (@Elise_Andrew) em post relacionando a isso, estamos mesmo em 2013?

Matéria no Guardian sobre o assunto…
http://www.guardian.co.uk/science/us-news-blog/2013/mar/20/i-love-science-woman-facbook